8 de março: uma data para celebrar, refletir e cobrar novos direitos

Em 8 de março é celebrado o dia Internacional da Mulher. A data é marcada pela luta histórica das mulheres por condições de igualdade com os homens, especialmente em questões salariais, mas também em condições de trabalho. O dia também é um momento de reflexão contra o machismo e a violência contra as mulheres.

Para se ter uma ideia, na política nacional, as mulheres ainda têm um longo caminho a ser percorrido. O gênero representa mais de 52% do eleitorado brasileiro. Porém as mulheres ainda são minoria no ambiente de poder. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), nas Eleições Municipais de 2020, foram eleitas 651 prefeitas (12,1%), contra 4.750 prefeitos (87,9%). Já para as câmaras municipais, foram 9.196 vereadoras eleitas (16%), contra 48.265 vereadores (84%).

Ao todo, no Brasil, temos uma governadora, 77 deputadas, 11 senadoras, 651 prefeitas e 9.196 vereadoras. Eleitas pelo PSL, temos uma senadora, 10 deputadas federais, 7 deputadas estaduais, 20 prefeitas, 20 vice-prefeitas e 185 vereadoras.

Apesar da representatividade baixa é importante valorizar as conquistas das mulheres, como destaca a senadora e presidente do PSL Mulher, Soraya Thronicke (PSL-MS). “A data é para lembrarmos o quanto nós somos fortes, determinadas, competentes e guerreiras”.

A desigualdade entre mulheres e homens vai além dos cargos conquistados por meio de eleição direta. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), as mulheres ocupam 59% dos cargos públicos federais, porém ganham em médias 24% a menos que os homens.

No setor privado o cenário não é diferente, segundo o Panorama Mulher (Insper): apenas 13% das empresas brasileiras têm CEOs mulheres. Sendo que elas representam 26% das posições de diretoria, 23% de vice-presidência e 16% nos conselhos. “A presença das mulheres na política é muito importante. Ela traz bastante transformações para nossas cidades, estados e nosso país. Seja no universo empresarial ou em qualquer espaço da sociedade, a atuação da mulher é fundamental e estratégica”, ressalta a prefeita de Itambaracá(PR), Mônica Zambon.

O desafio das mulheres no mercado de trabalho são diversos. Além das discriminação pelo gênero, as mulheres ainda enfrentam dificuldades dentro de casa. Porém a capacidade de superar os obstáculos e se reinventarem são pontos fundamentais para conquistar, cada vez mais, espaços no mercado de trabalho, como destaca a senadora Soraya Thronicke. “Podemos ser muitas coisas: profissionais bem sucedidas, donas de casa, cuidadoras de nossa família, que é o nosso bem mais precioso, e também podemos ocupar espaços como na política brasileiras. A mulher tem múltiplas capacidades e é reconhecida por isso”, concluiu.

 

Violência contra as mulheres
A data de 8 de março também traz uma forte reflexão sobre a violência sofrida pelo gênero. De acordo com o Anuário de Segurança Pública, em 2019, o Brasil registrou 266.310 casos de lesão corporal em decorrência de violência doméstica. O número representa uma agressão física a cada dois minutos.

Para mudar este cenário, em 2020, a Câmara dos Deputados aprovou, o Projeto de Lei 3223/20, da Professora Dayane Pimentel (PSL-BA). O PL determina visitas da policiais às residências de mulheres vítimas de agressão. “Ser mulher é ter esperança em tempos de luta, é desbravar caminhos difíceis e, mesmo em momentos inoportunos, fincar a bandeira da vitória. Todas nós temos essa força”, conclamou Dayane.

Para denúncias (anônimas) de violência contra a mulher, o telefone é o 180.

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