Da política Café com Leite até o Menino da Porteira, Ouro Fino completa 272 anos

Crédito: Prefeitura de Ouro Fino

Ouro Fino, em Minas Gerais, cidade governada pelo prefeito Henrique Rossi Wolf (PSL), completa 272 anos no dia 16 de março. Como muitos dos municípios mineiros, Ouro Fino tem tradição, história política e econômica e faz parte até mesmo da cultura do cancioneiro popular sertanejo.

A cidade de 30 mil habitantes, localizada no sul de Minas, próxima à Poço de Caldas e Pouso Alegre e perto da divisa com São Paulo, é forte na produção de café. Inclusive o sacramento da política do café com leite, o acordo selado na República Velha em que os presidentes brasileiros alternariam entre representantes de São Paulo e Minas Gerais, aconteceu no município.

Ouro Fino também tem seu nome ligado, obviamente, à extração do ouro, por intermédio da prática da bateação. A bateia é um utensílio usado na mineração em pequena escala, normalmente em depósitos de sedimentos em cursos de água, para a obtenção de concentrados de minerais metálicos, como o ouro e o diamante.

Mas é na cultura do cancioneiro popular que Ouro Fino cravou seu nome na História. “Nós somos a cidade do Menino da Porteira, cantada por vários cantores famosos, como Sérgio Reis”, exalta o prefeito Henrique Rossi, que está em seu primeiro mandato, depois de ser por oito anos vice-prefeito. Na entrada da cidade, um monumento gigante não deixa ninguém esquecer da referência.

“Toda vez que eu viajava pela Estrada de Ouro Fino/De longe eu avistava a figura de um menino/ Que corria abrir a porteira e depois vinha me pedindo/ Toque o berrante seu moço que é pra eu ficar ouvindo” (…) é uma canção composta por Teddy Vieira e Luis Raimundo, gravada pela primeira vez em 1955 pela dupla Luizinho e Limeira. Além de Sérgio Reis, também gravaram a música Tonico e Tinoco, Tião Carreiro e Pardinho, Daniel e Michel Teló, dentre outros. E virou filme também.

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