Goiana, marcada por lutas abolicionistas e pela independência, celebra 452 anos

Crédito: Prefeitura de Goiana

Goiana (PE), cidade de 80 mil habitantes localizada na Zona da Mata e governada pelo prefeito Eduardo Honório Carneiro, do PSL, completa 453 anos de fundação e 181 anos de elevação à categoria de cidade nesta quarta, 5 de maio. “Nossa cidade tem muito a celebrar e estamos cada vez mais trilhando um caminho de novas oportunidades e renda para o nosso povo”, destaca Eduardo, que foi vice-prefeito na gestão anterior, eleito para o mandato atual com 55,86% dos votos válidos, o que representa 25.570 votos.

Próxima à fronteira com a Paraíba, Goiana foi, inicialmente, habitada por tribos de índios Caetés e Tabajaras, até a chegada dos primeiros colonizadores, por volta de 1534. Durante o período colonial, foi capital da capitania de Itamaracá e, mais tarde, uma das cidades mais importantes  da Capitania de Pernambuco.

Goiana cresce quando o debate é a luta pela liberdade. Com boa parte da população de origem africana, a cidade foi uma das primeiras a promover um movimento abolicionista. Também faz parte da tradição histórica da cidade a Batalha de Tejucupapo, quando as mulheres locais, armadas com paus, instrumentos de pesca, pimenta amassada e água fervente, resistiram à invasão holandesa.

O centro da cidade, declarado Patrimônio Histórico Nacional e as praias de águas mansas e mornas, são um atrativo a mais para os turistas que desejam visitar a cidade para ver as manifestações culturais, como o artesanato em cerâmica, a dança dos caboclinhos, a folia das burras e as Pretinhas do Congo.

A arquitetura centenária das Igrejas e do casario, remontando ao passado de Goiana, contrasta com uma cidade que se tornou polo de atração de investimentos. Seu destaque no momento está no setor industrial, como produtora de cimento, papel e celulose. Possui ainda os Polos Automotivos, Farmoquímico, de Hemoderivados e de Biotecnologia e ainda conta com a produção de vidros planos.

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